
Um ritual que funde o ancestral e o futurista, onde cosmogonias não-ocidentais e potências revolucionárias convergem em renovação.


"Não somos humanos, somos yékits!" A categoria "humano", tal como concebida pela modernidade ocidental, é uma construção colonial. Ela foi historicamente utilizada para justificar a aniquilação de outras espécies e a exploração do mundo, carregando sombras colonizadoras e servindo como instrumento de segregação e hierarquização. Na condição Yékit, reinventamos nossa relação com o tempo, o espaço e a matéria, descolonizando pensamentos e a própria experiência sensorial. Abrimos, assim, portais para modos de ser e existir que foram sistematicamente negados e oprimidos pela modernidade ocidental.Humanos São Eles: os arquitetos e perpetuadores do Colonialismo, da Escravidão e da "Invenção da Natureza" como algo a ser dominado.Nós Não Somos Humanos Porque Não Queremos Ser Iguais a Eles do Colonialismo, da Escravidão e da "Invenção da Natureza" - a máquina do necropoder.
Sistema multidimensional que mapeia realidades e orienta ações transformadoras, articulando plataformas em uma arquitetura com quatro componentes interconectados: núcleo central, interfaces adaptativas, rede colaborativa e instrumentos de mobilização.
A obra nos convoca a sermos faíscas de transmutação social, cultural e política, mantendo viva a chama revolucionária.
"A faísca desperta a chama que gera o fogo de alume, que tal qual o mato, volta sempre a crescer."